Mensagens

Ao meu amigo António

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Conheci o meu amigo António, há muitos anos, num acampamento de Escoteiros, na Terra Chã, era eu um projeto de Lobito, aí com seis ou sete anitos, que nunca singrou. Quatro anos mais velho, o António – e o Ricardo Gregório, que o acompanhava -, acharam-me pequeno demais para aquelas andanças, e puseram-me a mão. Acho que lhes cheguei a agradecer. Para lá de ter fugido desse acampamento, curiosamente minutos antes de os meus pais irem visitar o espaço – o que, de alguma forma, abortou o que seria uma enorme aventura-, ficou essa recordação, que volta e meia trocava com o António, afinal eu ganhara um amigo grande, que nunca mais deixou de contar como tal. O António terá sido, reportado aos nossos dias, o primeiro influencer de que me lembro. À conta dele, passamos todos a ouvir as bandas que ele ouvia – Legião Urbana, The Stone Roses, Happy Mondays, The Wonder Stuff, pelo menos essas… -, e que levou para a sua banda, os “Voz Urbana”, onde tocava baixo para o João, o Pedro, o Rodrigo e o...

Dia do Pai

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As galerias do “Foto Gabriel”

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Aqui há uns dias, passava por uma esplanada de Angra e, numa mesa, três pessoas discutiam sobre a data de uma imagem, o seu local e, pareceu-me, os protagonistas da mesma. Percebi logo o que era…também estavam, como tantas outras nas últimas semanas, a ver as galerias do “Foto Gabriel”. Gabriel Vieira, o “Foto Gabriel”, como todos o conhecem, é um dos mais populares profissionais de Fotografia da Terceira, e talvez da Região. Celebrizou-se, também fora de portas e pela diáspora, com as imagens de marradas das nossas touradas à corda, que igualmente eternizou em vídeo. Quem nunca viu a sua cadeirinha presa a um poste no meio do arraial? Pois bem, a comemorar meio século de atividade fotográfica – e já depois de ter tido um canal de YouTube com centenas de milhares de seguidores que os anti-taurinos deitaram abaixo -, o bom do Gabriel foi ao arquivo, e eis que começaram a surgir galerias que são verdadeira História desta terra. Num ápice, foi um tal rever eventos e pessoas, com especial ...

Os melhores dias do ano!

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A Terceira encontra-se feliz e engalanada de sorrisos, as mãos aguardam sair dos bolsos para aplaudir os artistas, preparam-se assaltos e petiscos. É isso mesmo, o Carnaval está aí! Desde os tempos de criança que me encanto com o Carnaval. Ou com os Carnavais, que nesta terra de Jesus Cristo há imensas formas de marcar e perpetuar a época. E tenho a felicidade de tropeçar, entre rimas com pronúncia e sambas importados, em todas elas. Pelo mundo fora, a quadra do Rei Momo é assinalada com grandiosidade e modos originais, tendo sempre como traço comum a alegria pré-quaresmal. E, cada vez mais, o mote de que “no Carnaval ninguém leva a mal” vai funcionando pois, convenhamos, no resto do ano os povos andam impacientes e mal-agradecidos. Nesta ilha central e de costumes fortes, a energia carnavalesca ultrapassa em muito o facto de o melhor da festa ser esperar por ela. Mesmo se uma percentagem grande da nossa população conta os restantes dias para se juntar à folia. Que se demonstra a vário...

Um almoço de gerações

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“Pronto, lá vem este outra vez falar da Tourada dos Estudantes…nunca mais cresce”, terá já dito um leitor de má língua, ainda antes de ler o texto. E é isso mesmo, respondo-lhe a sorrir. Possivelmente – ralis à parte – o tema sobre o qual mais escrevi por motivação pessoal: a tradicional Garraiada do Domingo Gordo e o seu espalhafatoso cortejo, hoje devido a um almoço de gerações…e que bom que foi. A verdade é que a dita refeição selou o repto lançado há um ano de juntar o máximo possível de elementos de antigas comissões organizadoras – as famigeradas COTE…e estamos a falar desde a década de 60 até hoje - do vetusto evento do Rei Momo, que na nossa terra pôs os “profissionais do estudo” a cruzar as graças do Carnaval com o gosto pela Festa Brava. A coisa correu tão bem, que ficou combinado repetir o repasto – e isso aconteceu com o grupo que a imagem mostra -, novamente numa saudável mescla de juventude, meia-idade e muita veterania nesta coisa de viver e de rir. Porque esse é o outro...

Opiniões e sapos

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E eis que toda a gente desatou a declarar o seu voto "sem entusiasmo" em António José Seguro, na segunda volta das eleições presidenciais. O socialista - um dos mais atacados de sempre no seio do seu partido - arrisca-se a bater o recorde de percentagem da segunda volta de Mário Soares, em 1991, e mais, a ser o primeiro presidente eleito porque sim, porque estava lá, e porque tinha de - ou só podia - ser ele. Durante as enfadonhas próximas duas semanas, ainda poderei aderir ao movimento "sem entusiasmo", mas que corresponderá sempre a um voto sem cor, se calhar sem cruz, e descrente. Apenas porque "tudo menos ganhar o Ventura"...que poderá ser um outro ajuntamento cívico de opiniões e sapos engolidos...  

TAC em busca de patrocinador para o primeiro rali da temporada (DI)

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