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O fim do Boavista?

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O fim anunciado do Boavista Futebol Clube é uma notícia muito triste. É mau que uma instituição tenha de fechar portas ou suspender a sua atividade, qualquer que ela seja. No caso do Boavista, o segundo clube da Cidade Invicta, pleno de tradições e consistente no seu ecletismo, a realidade é mesmo trágica. Muito haveria a dizer sobre as várias gestões do emblema axadrezado, com o aumento da área de construção junto ao Estádio do Bessa a servir de bitola para algumas contas bancárias, mas penso que o mais importante, para lá de saudar a história boavisteira, é manter firme a esperança numa situação reversível, havendo ainda possibilidade de um retorno do clube. Que assim seja, porque o Boavista não pode morrer...  

E lá se foi a esperança lusa…

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  Ainda mal tinha terminado o Portugal-Espanha da passada segunda-feira e adivinhei logo que iriam cair o carmo, a trindade e todas as demais alusões e figuras de estilo em cima de Cristiano Ronaldo e de Roberto Martínez, afinal as figuras mais atacadas da comitiva portuguesa no ainda-em-curso Mundial de Futebol dos Estados Unidos, Canadá e México. A verdade é que o jogo decisivo podia ter dado para os dois lados...mas deu para Espanha. Na prática, faltaram atitude e engenho, em largos minutos, à seleção de todos nós. Assim mesmo, que bom seria se Portugal se elevasse ao nível daqueles jogadores noutras áreas, e até na seriedade. Nenhum deles, tal como os adeptos, queria perder um jogo que fosse. Mas o desporto é assim, uns ganham e outros perdem. Na passada segunda-feira perdeu Portugal. Paciência! E estaria tudo dito, pelo menos assim pensei, após o duelo ibérico decidido pelo golo de Mikel Merino. Faltou apenas partilhar mais duas ou três ideias. Portugal viajou para as A...

Da vida à Escrita - Álamo Oliveira

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50 anos Musical Açores - Riviera

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Girassóis de Infância

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São girassóis a perder de vista na Quinta da Pegadinha , em Viana do Castelo, numa paisagem a aproximar um quadro de Van Gogh. A criação de Miguel e Filipe Lemos, pai e filho, não foi estética, mas sim para variar a produção em alguns campos, com o girassol a servir de alimento às vacas, juntamente com a silagem de milho, para aumentar a gordura do leite e permitir um queijo melhor. Num ápice, lembrei-me dos girassóis que plantávamos em pequenos, após a oferta das sementes por um vizinho nosso, o Sr. Nuno. Durante alguns anos, a bonita flor de verão embelezou a beira da horta da Avó Mariinha, sempre com a curiosidade de vermos quem tinha a mais alta. Por vezes, os girassóis subiam tanto, que o vento os fazia vergar. Mas era lindo acompanhar o seu percurso diário, abrindo logo de manhã, para descansarem ao final da tarde, isto durante as semanas em que a sua cor e altivez eram uma realidade. Duas casas abaixo, o Sr. Nuno tinha imensos girassóis, num quintal impecavelmente arranjado. Pen...

Ao meu amigo António

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Conheci o meu amigo António, há muitos anos, num acampamento de Escoteiros, na Terra Chã, era eu um projeto de Lobito, aí com seis ou sete anitos, que nunca singrou. Quatro anos mais velho, o António – e o Ricardo Gregório, que o acompanhava -, acharam-me pequeno demais para aquelas andanças, e puseram-me a mão. Acho que lhes cheguei a agradecer. Para lá de ter fugido desse acampamento, curiosamente minutos antes de os meus pais irem visitar o espaço – o que, de alguma forma, abortou o que seria uma enorme aventura-, ficou essa recordação, que volta e meia trocava com o António, afinal eu ganhara um amigo grande, que nunca mais deixou de contar como tal. O António terá sido, reportado aos nossos dias, o primeiro influencer de que me lembro. À conta dele, passamos todos a ouvir as bandas que ele ouvia – Legião Urbana, The Stone Roses, Happy Mondays, The Wonder Stuff, pelo menos essas… -, e que levou para a sua banda, os “Voz Urbana”, onde tocava baixo para o João, o Pedro, o Rodrigo e o...