De escorraçado líder partidário a muito provável futuro Presidente da República, António José Seguro teve uma votação imponente na primeira volta, apesar de não sabermos minimamente o que vai fazer em Belém. André Ventura soma e segue, e já cimentou (mais) populismo ao seu resultado de hoje, que espera se repita na ordem daqui por três semanas. João Cotrim de Figueiredo foi a lufada de ar fresco da campanha, mas não chegou lá, com ou sem armadilhas externas. E pelo pódio me fico, enquanto decido se irei ou não votar na próxima rodada. Talvez sim, talvez não. Agora...qual é a pressa?
Ao meu amigo António
Conheci o meu amigo António, há muitos anos, num acampamento de Escoteiros, na Terra Chã, era eu um projeto de Lobito, aí com seis ou sete anitos, que nunca singrou. Quatro anos mais velho, o António – e o Ricardo Gregório, que o acompanhava -, acharam-me pequeno demais para aquelas andanças, e puseram-me a mão. Acho que lhes cheguei a agradecer. Para lá de ter fugido desse acampamento, curiosamente minutos antes de os meus pais irem visitar o espaço – o que, de alguma forma, abortou o que seria uma enorme aventura-, ficou essa recordação, que volta e meia trocava com o António, afinal eu ganhara um amigo grande, que nunca mais deixou de contar como tal. O António terá sido, reportado aos nossos dias, o primeiro influencer de que me lembro. À conta dele, passamos todos a ouvir as bandas que ele ouvia – Legião Urbana, The Stone Roses, Happy Mondays, The Wonder Stuff, pelo menos essas… -, e que levou para a sua banda, os “Voz Urbana”, onde tocava baixo para o João, o Pedro, o Rodrigo e o...

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