Conheci o meu amigo António, há muitos anos, num acampamento de Escoteiros, na Terra Chã, era eu um projeto de Lobito, aí com seis ou sete anitos, que nunca singrou. Quatro anos mais velho, o António – e o Ricardo Gregório, que o acompanhava -, acharam-me pequeno demais para aquelas andanças, e puseram-me a mão. Acho que lhes cheguei a agradecer. Para lá de ter fugido desse acampamento, curiosamente minutos antes de os meus pais irem visitar o espaço – o que, de alguma forma, abortou o que seria uma enorme aventura-, ficou essa recordação, que volta e meia trocava com o António, afinal eu ganhara um amigo grande, que nunca mais deixou de contar como tal. O António terá sido, reportado aos nossos dias, o primeiro influencer de que me lembro. À conta dele, passamos todos a ouvir as bandas que ele ouvia – Legião Urbana, The Stone Roses, Happy Mondays, The Wonder Stuff, pelo menos essas… -, e que levou para a sua banda, os “Voz Urbana”, onde tocava baixo para o João, o Pedro, o Rodrigo e o...
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